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Homem de 65 anos é atendido no Hospital das Clínicas em São Paulo com sua cavidade nasal cheia de larvas




Não é só no Peru que acontecem fatos estranhos que requerem atenção de médicos.

No Brasil, no Hospital das Clínicas em São Paulo um senhor de 65 anos passou por uma intervenção médica, vítima de uma doença conhecida por miíase nasal, onde cerca de 100 larvas de moscas comedoras de carne foram removidas de seu nariz.


O Paciente chegou ao Hospital das Clínicas reclamando
que havia vermes saindo de seu nariz

Ele foi para o hospital após ter visto minhocas emergir de sua narina.
Seu nariz havia sangrado e durante a semana toda sentia dores agudas em seu rosto, reclamava também de um fedor insuportável que exalava do seu rosto.

Os médicos colocaram uma câmera em sua cavidade nasal e encontraram mais de 100 larvas.



Foram necessários 4 dias para uma higienização total, onde os vermes foram retirados um por um.

As larvas carnívoras destruiriam seu rosto se o seu caso não houvesse sido tratado a tempo.
O caso foi registrado no New England Journal of Medicine.


A informação ganhou repercussão após o vídeo com as imagens dos vermes ter sido divulgado nas redes sociais.

Estudo sobre a miíase nasal

A miíase pode ser classificada em miíase furunculóide e miíase secundária. A miíase furunculóide é causada pela larva da mosca Dermatobia hominis, que penetra o tecido e causa nódulos inflamatórios dolorosos, com fistulização. Depois que a larva completa a sua maturação no tecido subcutâneo ela deixa o hospedeiro espontaneamente. O diagnóstico é realizado pela verificação de nódulos inflamatórios parecidos com furúnculos, com drenagem de secreção sanguinolenta, dor em ferroada e a percepção dos movimentos da extremidade da larva no orifício fistuloso. 
As miíases secundárias (de cavidades ou de feridas abertas), são popularmente conhecidas como "bicheiras", onde existem várias larvas de moscas em locais de perda da integridade do tegumento (ex. ulceração de mucosa ou ferida operatória). Geralmente são causadas por moscas dos gêneros Callitroga ("varejeira"), Lucilia e Musca (mosca doméstica). O aspecto clínico típico é o de um grande número de larvas se movimentando no local.
As moscas depositam seus ovos no hospedeiro que eclodem dentro de 8 a 24 horas dependendo da espécie e da temperatura. As larvas irão se alimentar de tecidos infectados ou mortos e secreções durante alguns dias até que estejam completamente crescidas.
Após isso, deixam o hospedeiro e completam seu desenvolvimento em um local isolado (ex. embaixo de uma mesa ou outra mobília). A larva irá então se contrair e permanecer imóvel, seu exoesqueleto ficará escuro, entrando então no estágio pupal. Neste momento sofre uma mudança física importante, emergindo como uma mosca adulta dentro de 1 a 3 semanas depois. A duração de cada fase depende da espécie da mosca. Larvas imaturas não se reproduzem; somente moscas adultas podem se reproduzir. 





SHARMA mostra que a doença é igualmente prevalente em ambos os sexos e geralmente é observada em pessoas acima dos 50 anos de idade de baixa condição socioeconômica. Os pacientes usualmente se apresentam com epistaxe, obstrução nasal, rinorréia, odor nasal fétido, dor facial e cefaléia.
RAO relatou três casos de miíase nasal e observou que úlceras nasais e rinorréia que tenham cheiro ruim são atrativos para que as moscas deixem seus ovos enquanto os pacientes estão dormindo. SOOD mostrou que rinite atrófica é um fator de risco, pois além de diminuir a sensibilidade nasal do paciente e aumentar a cavidade nasal, produz crostas de odor fétido e drenagem de secreção purulenta espessa.
A rinoscopia geralmente mostra uma mucosa edemaciada, com muco carregado de material necrótico e com larvas rastejando, que dá uma sensação de mal estar ao paciente. As larvas podem se propagar para os seios paranasais, ducto nasolacrimal, órbita, pele da face e eventualmente estruturas intracranianas levando a meningite. Elas se alimentam de quase qualquer coisa que esteja em seu caminho. O osso usualmente é destruído pelas larvas e a infecção leva a osteomielite. Elas podem causar grande destruição na face e nos olhos. Portanto o diagnóstico precoce é crucial para limitar a destruição tecidual e complicações associadas. Para delinear a severidade da doença e decidir a extensão do procedimento cirúrgico são importantes os estudos por imagem.
A prevenção da miíase requer esforços de duas frentes: minimizar os fatores de risco tornando o hospedeiro menos atrativo e reduzir a população de moscas no ambiente. Pacientes com drenagem ou ulceras crônicas têm um risco particular para miíase. Roupas sujas com alimentos, fluidos corporais ou drenagem purulenta são também altamente atrativas para moscas causadoras de miíase. Feridas e orifícios de drenagem ou com odor fétido devem permanecer limpos e cobertos o tempo todo. A redução da população de moscas nem sempre é uma tarefa fácil, requer uma participação integrada e vigilante de múltiplos serviços. São extremamente importantes a limpeza do local, e ter instalações e medidas sanitárias próximas.
A prioridade do tratamento da miíase é o bem estar do paciente. Nos casos de miíase nasal a patência da via respiratória precisa ser assegurada. O comprometimento respiratório total pode resultar de um bloqueio físico pela presença das larvas ou por sangramento na via aérea.

Se você tem estômago forte e não se impressiona por qualquer coisa, assista ao vídeo logo abaixo.

Referências

Alberto Marcos Manfrim1, Alexandre Cury2, Pedro Demeneghi3, Geraldo Jotz4, Renato Roithmann5. International Archives of Otorhinolaryngology. 2007. http://www.arquivosdeorl.org.br/conteudo/acervo_port.asp?Id=409 (acesso em 04 de Julho de 2015).
Daily Mail. 26 de Março de 2015. http://www.dailymail.co.uk/health/article-3012660/Shocking-video-shows-man-100-flesh-eating-maggots-inside-nose.html (acesso em 04 de Julho de 2015).




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